Quanto tempo demora um despejo por falta de pagamento?
O que a Lei do Inquilinato prevê, o que acelera e o que atrasa uma ação de despejo — e por que prevenir é tão mais barato.
Não existe prazo único: a duração depende da comarca, da defesa do inquilino e do próprio contrato. O que dá para explicar é o caminho e o que influencia cada etapa.
O caminho da ação
A ação de despejo por falta de pagamento (Lei 8.245/91) começa com a petição do locador, normalmente cobrando também os aluguéis em aberto. Citado, o inquilino pode pagar o débito integral no prazo legal para evitar o despejo (purgação da mora) ou apresentar defesa.
O que pode acelerar
Contrato escrito e bem-feito, com garantia definida, facilita a liminar de desocupação prevista na lei para alguns casos — por exemplo, quando o contrato está sem nenhuma das garantias do art. 37 (caução, fiança, seguro fiança). Documentação organizada (contrato, comprovantes, notificação) também encurta discussões.
O que costuma atrasar
Defesas sobre valores, tentativa de acordo no meio do processo, pauta do fórum da sua cidade e a fase de cumprimento da ordem de desocupação. Mesmo com decisão favorável, a saída efetiva do imóvel tem prazos próprios.
A conta que ninguém faz
Durante todo o processo, quem paga IPTU, condomínio e eventual financiamento é você — sem receber aluguel. É por isso que a prevenção (análise do inquilino antes de fechar + garantia adequada + agir rápido no primeiro atraso) é sempre mais barata que o melhor processo.
*Orientação geral — os prazos do seu caso devem ser avaliados por advogado.*
Todo mês no automático
Lembrete cordial, reajuste com a conta aberta e recibo numerado a cada pagamento.
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