Como reajustar o aluguel: IGP-M ou IPCA?
A diferença entre os dois índices, por que o IGP-M descolou da inflação e como definir (ou renegociar) o índice do seu contrato.
O reajuste anual mantém o valor real do seu aluguel. A escolha do índice muda quanto — e quão previsível — será esse ajuste.
O que cada um mede
O **IPCA** (IBGE) é o índice oficial de inflação ao consumidor: mede o custo de vida das famílias. O **IGP-M** (FGV) é composto majoritariamente por preços no atacado, além de consumidor e construção — por isso reage forte a câmbio e commodities.
Por que isso importa
Por décadas o IGP-M foi "o índice do aluguel". Mas, por sua composição, ele pode descolar violentamente da inflação percebida — para cima ou para baixo. Quando dispara, o reajuste integral costuma ser impagável para o inquilino e vira renegociação (ou vacância); quando despenca, é o locador que perde. O IPCA é mais estável e mais fácil de o inquilino aceitar, e por isso vem se tornando o padrão em contratos novos.
O que olhar na prática
O que vale é o **acumulado de 12 meses até o mês anterior ao aniversário do contrato**, aplicado sobre o aluguel vigente. Use sempre a fonte oficial (as séries do Banco Central e do IBGE/FGV) — nunca um número "de cabeça".
Dá para trocar o índice?
Em contrato vigente, só por acordo entre as partes (aditivo por escrito). Em contrato novo, você escolhe: previsibilidade e aceitação (IPCA) versus tradição e potencial de alta (IGP-M).
E se o índice for negativo?
A prática de mercado é não reduzir o aluguel salvo cláusula expressa — o valor simplesmente não sobe naquele ciclo. Deixe isso escrito para evitar discussão.
Todo mês no automático
Lembrete cordial, reajuste com a conta aberta e recibo numerado a cada pagamento.
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